Dois anos depois do fracasso nas salas, Borderlands — a adaptação cinematográfica do jogo — passou a figurar entre os títulos mais vistos no Peacock, segundo rankings de streaming.
O curioso é o contraste entre a recepção inicial e o interesse atual: o filme chegou a arrecadar apenas US$33 milhões mundialmente contra um orçamento reportado de US$120 milhões e mantém apenas 10% no Rotten Tomatoes.
Do fracasso nas salas ao pico no Peacock
Apesar do desempenho financeiro e das críticas negativas, a produção voltou a atrair público nas plataformas por assinatura. Relatórios de audiência de serviços de charting mostraram Borderlands entre os títulos mais populares do Peacock na semana em que o ranking doméstico foi divulgado, com The Super Mario Bros. Movie no topo.
O movimento não significa revisão crítica: a opinião agregada continua baixa, com o consenso que resumiu o filme como "Glitching out in every department, Borderlands is balderdash." Ainda assim, a curiosidade do público e a acessibilidade do streaming parecem ter impulsionado visualizações.
Por que a versão cinematográfica foi rejeitada inicialmente
A produção teve um elenco de peso — nomes como Cate Blanchett, Jack Black e Kevin Hart aparecem no pôster — e passou por problemas nos bastidores. O diretor original foi Eli Roth, mas a produção precisou de refilmagens com Tim Miller sendo trazido para conduzi-las, e o roteirista Craig Mazin preferiu retirar o nome do crédito.
Esses ajustes e o resultado final nas críticas e nas bilheterias transformaram Borderlands num exemplo recente de como uma adaptação de videogame pode falhar em tradução para o cinema, mesmo com grande investimento e elenco conhecido. No streaming, porém, o público decide experimentar sem pagar ingresso — e isso tem dado nova vida a títulos queimados na estreia.
Quem quiser conferir a adaptação pode encontrá-la disponível no catálogo do Peacock, onde a repercussão digital voltou a colocá-la no radar de espectadores curiosos.
Comentário da equipe JC Agora
O retorno de Borderlands no streaming mostra como plataformas reconfiguram o ciclo de vida de filmes: o acesso facilita a descoberta mesmo após fracasso em cinemas, e estrelas continuam a puxar audiência, embora a crítica não tenha mudado.
Fontes consultadas
- Collider
- ScreenRant
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