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Cães distinguem emoções humanas até entre sentimentos negativos, diz estudo

Um estudo com ressonâncias magnéticas mostra que cães conseguem diferenciar expressões humanas — inclusive entre emoções negativas como medo, tristeza e raiva.

Cães distinguem emoções humanas até entre sentimentos negativos, diz estudo
Foto: Agência Brasília · CC BY 2.0 · Wikimedia Commons
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Um novo estudo com ressonância magnética revela que cães não só percebem quando uma pessoa está feliz ou não, como também conseguem distinguir entre emoções humanas negativas, por exemplo medo e tristeza.

Pesquisadores treinaram cães de estimação para ficar imóveis durante exames de MRI e usaram machine learning para analisar os sinais cerebrais enquanto os animais viam fotos de rostos humanos com expressões distintas.

Como os testes foram feitos e quantos cães participaram

Ao todo, 14 cães foram treinados para permanecer acordados e imóveis dentro do aparelho de MRI. Em um experimento, oito cães viram rostos felizes ou neutros; em outro, 12 cães foram expostos a imagens de alegria, tristeza, medo e raiva.

Áreas cerebrais que reagem à felicidade e às emoções negativas

Rostos felizes ativaram o córtex temporal e o núcleo caudado — regiões ligadas a processamento cognitivo e recompensa. Já emoções negativas acionaram outras áreas: uma região distinta apareceu ao diferenciar tristeza e medo, e outra diferente ao distinguir entre raiva e medo.

Limites detectados e próximos passos da pesquisa

Os pesquisadores não encontraram diferença clara entre tristeza e raiva apenas pelas expressões faciais, o que sugere que os cães podem precisar de pistas extras, como linguagem corporal, para separar esses estados.

A amostra teve muitos border collies, lembram os autores, então os resultados podem não se aplicar igualmente a todas as raças. Os cientistas planejam adotar uma perspectiva mais "centrada no cão" e comparar como cérebros humanos e caninos processam os mesmos sinais emocionais.

Segundo os autores, entender melhor como os cães leem nossas emoções pode influenciar a forma como cuidamos e interagimos com esses animais no dia a dia.

Comentário da equipe JC Agora

A pesquisa reforça que a proximidade entre humanos e cães deixou traços cerebrais que ajudam os animais a ler emoções, não só separar "bom" e "ruim". O destaque para border collies e a necessidade de sinais além do rosto mostram que a sensibilidade canina ainda depende do contexto social.

Fonte consultada: Smithsonian Magazine - Latest

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