Fletcher Newell, criado em Grafton (West Virginia), foi empossado como servidor civil da NASA no Katherine Johnson Independent Verification & Validation Facility durante uma cerimônia em 10 de agosto — treze anos depois de uma excursão escolar que despertou sua paixão pelo espaço.
O que surpreende é o caminho pouco previsível: de estagiário do ensino médio a engenheiro premiado, Newell voltou para trabalhar perto de casa depois de estudar em Stanford e se especializar em inteligência artificial.
Da visita escolar ao primeiro estágio profissional
Newell descobriu o centro Katherine Johnson em uma viagem de classe em 2013. Anos depois, em 2019, entrou no programa de estágio do IV&V ainda no ensino médio e criou um banco de dados para agilizar métodos de engenharia, processando centenas de documentos.
Formação em Stanford e retorno aos verões em West Virginia
Após se formar em 2020, Newell foi para Stanford, onde cursou ciência da computação com foco em IA e aprendeu sobre autonomia espacial. Mesmo com a universidade na Califórnia, ele voltou para West Virginia nos verões seguintes para estagiar no centro de Fairmont e aprofundar pesquisas sobre segurança de IA e acoplamento autônomo.
De contratado a engenheiro civil: impacto técnico e prêmios
Newell começou como contratado no IV&V em early 2025 e, menos de um ano depois, foi reconhecido como IV&V Engineer of the Year em 2025, após identificar mais de 70 problemas em projetos como Gateway e o Space Reactor-1 Freedom. Seus trabalhos envolveram avaliação de segurança e vulnerabilidades em sistemas de missões como Orion e o Human Landing System.
Diretores do IV&V destacaram que a nomeação de profissionais técnicos para a carreira civil fortalece a capacidade da agência em missões críticas, e Newell agora integra esse corpo de servidores — junto a outros 48 colegas empossados na mesma cerimônia.
O foco agora: segurança das missões lunares
Como engenheiro civil, ele segue atuando na identificação de riscos que podem afetar a segurança de tripulações e o controle de espaçonaves, inclusive em tecnologias de navegação e nos preparativos para a volta à Lua e a construção de uma base lunar.
Newell admite que não planejava ficar em West Virginia no começo, mas afirma que é gratificante poder fazer “coisas incríveis” em um lugar que já conhece — e contribuir diretamente para as próximas fases da exploração lunar.
Fonte consultada: NASA Science
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