No primeiro dia do D23 em Anaheim, líderes da Disney explicaram como querem atrair a próxima geração com formatos curtos para celular — e confirmaram um acordo com o TikTok para incentivar criadores a usar IP autorizada da empresa.
A apresentação deixou claro que a aposta em microdramas e clipes verticais, batizados internamente de "Verts", passa a ser um investimento estratégico do Disney+ para captar fãs da geração Alpha e Gen Z sem abandonar o conteúdo tradicional de longa duração.
O impulso pelos "Verts" e o pacto com o TikTok
Eric Schrier, presidente de Direct-to-Consumer International Originals, disse que a forma de contar histórias mudou e citou a transição de formatos fixos para narrativas mais diversas. “We’ve always looked at making film and television in very finite formats,” disse Schrier durante o painel, destacando a vontade de trazer esses novos storytellers para o serviço.
Blake Silva, criador presente na sessão, afirmou que a nova postura do Disney+ e o acordo com o TikTok têm energizado a comunidade de criadores, abrindo um caminho direto para que clipes virais convertam audiência para assistir ao conteúdo dentro do app.
Esporte como motor de retenção: ESPN e números
A ESPN foi apresentada como peça-chave na estratégia de manter assinantes ativos: Freddy Rolón citou que a rede tem 43 canais lineares em mais de 130 países e territórios e que o conteúdo da ESPN está disponível no Disney+ em mais de 100 mercados.
Para destacar alcance digital, a empresa informou que, em junho, a ESPN alcançou 640 milhões de usuários digitais e sociais — um volume que, segundo os executivos, ajuda a trazer tanto fãs hardcore quanto público casual para a plataforma.
Jo Fox, da área de marketing da ESPN, disse que a integração com o Disney+ permite liberar programas-chave para públicos fora do núcleo esportivo tradicional, citando como exemplo partidas e transmissões especiais que serão desbloqueadas na plataforma.
Produção local para segurar assinantes e exportar histórias
Outra frente explicada no D23 foi a expansão de conteúdo em língua local: Schrier explicou a estratégia "local for local", com séries feitas para públicos específicos — como França, Espanha e Brasil — pensando em reduzir churn e, ao mesmo tempo, gerar títulos que viajam para outros territórios.
Carol Choi, responsável por originais na Ásia-Pacífico, citou que produções locais têm atraído audiências externas e mencionou séries recentes que se destacaram na região como exemplos desse efeito.
Como próximos passos concretos, a Disney já anunciou o pacto com o TikTok e planeja usar clipes curtos para promover lançamentos; em paralelo, seguirá ampliando produções locais e liberando conteúdos esportivos selecionados no Disney+ para conquistar novos públicos.
Fonte consultada: Variety
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