O Edinburgh Television Festival fez sua edição final em Edimburgo — e, no mesmo fim de semana, uma solução local já foi anunciada: Screen Scotland vai lançar um novo festival de TV para manter a indústria audiovisual na cidade.
O movimento marca o fim de uma era de 51 anos do tradicional encontro em Edimburgo, que perdeu a próxima edição para Manchester após um processo de licitação. A saída gerou inquietação entre produtores e criativos que costumam lotar a capital durante o mês cultural da cidade.
Screen Scotland prepara evento para ocupar vazio deixado
A organização estadual apresentou um projeto de substituição em um lançamento que contou com presença de nomes ligados à cena local, incluindo o ator Richard Gadd. A ideia é criar um festival que funcione ao lado dos já tradicionais festivais de comédia, cinema e livros que movimentam a cidade em agosto.
David Smith, executivo da Screen Scotland responsável pelo projeto, justificou a iniciativa lembrando o papel singular de Edimburgo no calendário criativo: "Edinburgh has a unique role to play in bringing together the people, ideas and creative work that will shape the future of the screen." A segunda fase de desenvolvimento do novo evento já está em curso.
Por que o festival saiu — e por que a cidade reagiu
Entre as razões apontadas para a mudança esteve o custo: organizadores e participantes citam valores médios de hospedagem na cidade, com quartos padrão passando dos US$300 por noite, como fator que pesou na decisão de migrar a feira para Manchester.
No centro de convenções, a última edição teve participação de executivos de plataformas e emissoras — com presenças de Netflix, BBC e YouTube — e discursos de peso, como a última James MacTaggart lecture em solo escocês, feita pelo chefe do YouTube para EMEA, Pedro Pina, e a primeira fala de Matt Brittin como diretor-geral do BBC ao setor televisivo.
O que mais saiu no boletim internacional
Além do debate sobre o futuro do festival, o boletim International Insider destacou títulos e negociações que interessam ao mercado global: entre eles, a aprovação de uma série da obra de Roald Dahl pela Netflix, uma adaptação de Stephen King pela Prime Video, e avanços em lançamentos e acordos de produção internacionais.
Para a indústria local, a aposta é preservar a rede de profissionais e as energias criativas que sempre transformaram Edimburgo num ponto de encontro único — mesmo enquanto a organização oficial do festival migra para outra cidade.
O próximo passo concreto é a fase dois do projeto da Screen Scotland, que vai detalhar formato, programação e como o novo evento se integrará ao calendário cultural de agosto em Edimburgo.
Comentário da equipe JC Agora
A rápida reação de Screen Scotland mostra que Edimburgo não pretende perder seu papel como polo criativo de agosto. A aposta é salvar a rede de profissionais que gravita pela cidade, mesmo diante de pressões logísticas e financeiras que forçaram a mudança do festival original.
Fontes consultadas
- Deadline
- BBC Entertainment & Arts
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