A Agência Espacial Europeia (ESA) lançou uma "musification": uma simulação musical do eclipse solar total de 12 de agosto de 2026 tal como será visto do Observatorio Astrofísico de Javalambre, na Espanha. O resultado usa dados da simulação para determinar quando e quanto cada som aparece.
A peça — um vídeo de 5:08 — é fruto de uma colaboração entre a equipa CESAR da ESA e Rubén García Benito, do Instituto de Astrofísica de Andalucía (IAA‑CSIC). Em vez de compor livremente, os criadores mapearam nove parâmetros extraídos de uma simulação feita com o Stellarium para sonificar o evento.
Os nove elementos que viraram som
- Arpeggio: representa a luz solar visível; ritmo, extensão e volume seguem a intensidade e a cor do céu.
- Pad (acorde de fundo): traduz a cor da luz — quanto mais avermelhada, mais escuro o acorde.
- Bass (subgrave): mede o peso da escuridão, com pico na totalidade.
- Heartbeat (latido): reflete a taxa de queda da luz, acalmando durante a totalidade.
- Bells (campanas): marcam os contactos reais C1, C2, máximo do eclipse e C3 (não há C4 porque o Sol se põe antes do fim).
- Brilho durante a totalidade: um som cintilante que representa a corona solar no momento exato da totalidade.
- Descending whoosh: um sopro descendente que assinala o instante em que o Sol desaparece atrás do horizonte.
- Low night drone: um zumbido grave que entra quando a noite começa ao descer o Sol.
- Stars (estrelas): suaves tons centelleantes que aparecem conforme as estrelas se tornam visíveis (mas não durante a totalidade).
Como os dados mandam na música
Segundo os autores, o eclipse determina o “quando” e o “quanto” de cada som: a luz define ritmo e volume, a cor altera acordes, e mudanças de luminosidade controlam o latido e o grave. Em suma, a música é uma forma artística de apresentar dados da simulação.
Onde ver e quem assina
O trabalho está creditado a CESAR e a Rubén García Benito (IAA‑CSIC) sob a ESA Standard Licence. O vídeo de 5 minutos e 8 segundos mostra a sonificação completa da simulação do eclipse vista de Javalambre.
Para quem prefere olhar e ouvir, a peça oferece uma maneira diferente de sentir um eclipse: não apenas como imagem, mas como uma sequência de sons diretamente guiada pelos parâmetros do céu.
Fonte consultada: ESA - Ciência Espacial
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