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ESA transforma eclipse solar de 12 de agosto de 2026 em música com nove sons

A ESA e o IAA‑CSIC transformaram a simulação do eclipse total de 12 de agosto de 2026 vista de Javalambre numa 'musification' que traduz luz, cor e contatos em nove camadas sonoras.

ESA transforma eclipse solar de 12 de agosto de 2026 em música com nove sons
Foto: ウィキ太郎(WikiTaro) · Public domain · Wikimedia Commons
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A Agência Espacial Europeia (ESA) lançou uma "musification": uma simulação musical do eclipse solar total de 12 de agosto de 2026 tal como será visto do Observatorio Astrofísico de Javalambre, na Espanha. O resultado usa dados da simulação para determinar quando e quanto cada som aparece.

A peça — um vídeo de 5:08 — é fruto de uma colaboração entre a equipa CESAR da ESA e Rubén García Benito, do Instituto de Astrofísica de Andalucía (IAA‑CSIC). Em vez de compor livremente, os criadores mapearam nove parâmetros extraídos de uma simulação feita com o Stellarium para sonificar o evento.

Os nove elementos que viraram som

  • Arpeggio: representa a luz solar visível; ritmo, extensão e volume seguem a intensidade e a cor do céu.
  • Pad (acorde de fundo): traduz a cor da luz — quanto mais avermelhada, mais escuro o acorde.
  • Bass (subgrave): mede o peso da escuridão, com pico na totalidade.
  • Heartbeat (latido): reflete a taxa de queda da luz, acalmando durante a totalidade.
  • Bells (campanas): marcam os contactos reais C1, C2, máximo do eclipse e C3 (não há C4 porque o Sol se põe antes do fim).
  • Brilho durante a totalidade: um som cintilante que representa a corona solar no momento exato da totalidade.
  • Descending whoosh: um sopro descendente que assinala o instante em que o Sol desaparece atrás do horizonte.
  • Low night drone: um zumbido grave que entra quando a noite começa ao descer o Sol.
  • Stars (estrelas): suaves tons centelleantes que aparecem conforme as estrelas se tornam visíveis (mas não durante a totalidade).

Como os dados mandam na música

Segundo os autores, o eclipse determina o “quando” e o “quanto” de cada som: a luz define ritmo e volume, a cor altera acordes, e mudanças de luminosidade controlam o latido e o grave. Em suma, a música é uma forma artística de apresentar dados da simulação.

Onde ver e quem assina

O trabalho está creditado a CESAR e a Rubén García Benito (IAA‑CSIC) sob a ESA Standard Licence. O vídeo de 5 minutos e 8 segundos mostra a sonificação completa da simulação do eclipse vista de Javalambre.

Para quem prefere olhar e ouvir, a peça oferece uma maneira diferente de sentir um eclipse: não apenas como imagem, mas como uma sequência de sons diretamente guiada pelos parâmetros do céu.

Fonte consultada: ESA - Ciência Espacial

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