JC AGORA

O que está acontecendo. O que está repercutindo.

Curiosidades

Fósseis microscópicos de 1,7 bilhão de anos podem explicar a origem da vida complexa

Pesquisadores rastreiam microfósseis de cerca de 1,7 bilhão de anos em rochas expostas na Noruega e Austrália para entender quando surgiram os primeiros eucariotos e a vida complexa.

Fósseis microscópicos de 1,7 bilhão de anos podem explicar a origem da vida complexa
Foto: Nilfanion · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons
Compartilhar:

Pesquisadores estão vasculhando rochas de até 1,7 bilhão de anos atrás em busca de microfósseis que possam explicar como a vida simples evoluiu para plantas, animais e fungos.

Encontrar os primeiros eucariotos — células com núcleo e organelas — pode revelar quando e onde surgiu a arquitetura celular que permitiu organismos multicelulares maiores e mais complexos.

Um retrato rápido da linha do tempo

A vida apareceu há mais de 3,5 bilhões de anos; a fotossíntese produtora de oxigênio já existia há pelo menos 2,3 bilhões de anos; e evidências colocam eucariotos em pelo menos 1,7 bilhão de anos.

Algas aparecem há pelo menos 1 bilhão de anos, e animais têm registro a partir de cerca de 570 milhões de anos. Para encontrar o ancestral comum de plantas e animais, os cientistas recuam para algo em torno de 1,6 bilhão de anos.

Por que os eucariotos fazem a diferença

Eucariotos têm um núcleo que abriga o DNA e organelas como mitocôndrias, estruturas que permitem demandas energéticas maiores. Foi esse tipo de célula que deu origem a todo o reino animal, vegetal e fúngico.

Sem ossos ou conchas para fossilizar, vestígios desse período primordial são microscópicos e extremamente frágeis, por isso sua descoberta é rara e valiosa.

Onde e como os cientistas procuram esses fósseis

Pesquisas recentes concentram-se em locais onde material antigo ficou exposto e teve chance de ser preservado — por exemplo, uma região de cerca de 100 km² perto de Svalbard, no Ártico, e depósitos antigos na Austrália, onde microfósseis de 1,75 bilhão de anos já foram relatados.

Ambientes costeiros antigos, camadas ricas em argila e áreas pouco amostradas — como desertos e paisagens árcticas sem cobertura vegetal — oferecem melhores chances de conservar células delicadas.

Os desafios e o que vem a seguir

Os obstáculos são muitos: os fósseis são minúsculos, sem partes duras e sofreram bilhões de anos de alteração geológica, além de o registro fóssil desse período estar pouco mapeado.

Pesquisadores estão ficando melhores em identificar os tipos de rocha que guardam indícios antigos e continuam a explorar locais remotos. Além de reconstruir a história da vida na Terra, esse trabalho também orienta como procurar sinais de vida em outros mundos.

Comentário da equipe JC Agora

A perseguição a microfósseis tão antigos mistura ciência e fascínio público pela origem da vida; além de preencher lacunas da nossa história, a pesquisa orienta como e onde procurar sinais de vida fora da Terra.

Fonte consultada: ScienceDaily - Top Science

Avaliações e comentários

Entre na sua conta para comentar.

Ainda não há avaliações aprovadas.