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Gal Gadot em The Runner: suspense de corrida e ligação que deixa a desejar

Críticas apontam que The Runner, thriller da Prime Video com Gal Gadot, parte de uma premissa tensa — mãe correndo para salvar o filho após uma ligação — mas não sustenta a tensão nem a profundidade dramática.

Gal Gadot em The Runner: suspense de corrida e ligação que deixa a desejar
Foto: NXL1997 · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons
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Gal Gadot vive Maia, mãe e advogada que tem a rotina virada do avesso quando atende uma ligação anônima: o filho foi sequestrado e corre risco de vida. A proposta — uma corrida física e emocional guiada pela voz de um sequestrador — parecia pronta para um thriller de tensão contínua. Mas, segundo resenhas, o filme não cumpre totalmente essa promessa.

A corrida que vira chantagem telefônica

No enredo, Maia descobre que o filho Noah foi injetado com insulina em excesso e só tem cerca de uma hora de vida sem o antídoto que a mãe costuma carregar. A voz no telefone, interpretada por Damian Lewis, exige que Maia siga instruções precisas — inclusive matar uma testemunha que poderia condenar um chefão do crime — enquanto monitora seus aparelhos e movimentos.

O cerne do filme é essa dinâmica: uma perseguição que se desenrola por corridas de rua e chamadas telefônicas, com a protagonista proibida de procurar ajuda policial e forçada a pensar rápido para salvar o filho.

Estilo acima da substância, segundo críticos

A crítica observa que o roteiro está funcional, mas não é suficientemente rico ou espirituoso para sustentar os momentos mais lentos. Gal Gadot executa fisicamente as sequências de ação, mas, nas palavras das resenhas, não cria conexão emocional suficiente com os diálogos que recebe.

O diretor Kevin Macdonald tenta compensar com escolhas estéticas — cortes rápidos, flare de lente e cores quase hiper-reais para evocar uma sensação de “runner’s high” —, mas essas soluções visuais nem sempre se traduzem em impacto emocional. Alguns críticos chegaram a comparar o filme, em ambição estilística, a obras como as de Danny Boyle, e citaram 127 Hours como exemplo de como imagem e som podem representar dor com mais eficácia.

Momentos que funcionam e entrega final

As resenhas reconhecem cenas pontuais eficientes: uma sequência no metrô em que Maia perde o telefone funciona como o desafio certo para a proposta do filme. Ainda assim, faltam momentos assim para sustentar o terceiro ato, deixando o filme, no conjunto, mais como um passatempo leve do que um thriller memorável.

The Runner está disponível para streaming no Prime Video desde quarta‑feira, 2 de setembro.

Comentário da equipe JC Agora

The Runner é um lembrete de que premissas high‑concept precisam de personagem e diálogo sólidos para manter o público; estilo visual chama a atenção, mas não substitui falta de complexidade dramática.

Fontes consultadas

  • ScreenRant
  • TheWrap
  • Variety

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