Kareem Rahma estava filmando SubwayTakes no metrô de Nova York quando recebeu, por e-mail, a notícia de que o programa havia sido indicado ao Emmy — e comemorou ali mesmo, com passageiros à espera do trem.
No painel Contenders Television: The Nominees Studio, Rahma explicou que a indicação não mudou só a alegria: fez com que ele levasse o programa ainda mais a sério e que acredite mais no futuro e na expansão da atração.
Como nasceu a ideia do metrô e a primeira convidada famosa
Rahma contou que a escolha do metrô veio da necessidade: ele e o co-criador Andrew Kuo tinham pouco dinheiro e o transporte, a US$2,90, funcionou como um estúdio barato e prático. Segundo ele, a força do programa são as pessoas e os convidados — não apenas o cenário.
O primeiro convidado famoso foi Olivia Wilde. Rahma lembrou que já a conhecia e a via como amiga; Wilde era fã do programa e apareceu sem produção, sem segurança e sem assessoria para gravar um episódio que se tornou um dos preferidos dele.
Regras da fórmula: improviso, microfone e espontaneidade
Rahma detalhou regras simples que mantêm a autenticidade do formato: o microfone tem de ser o cartão-metro (o "Metro card mic") e o entrevistado precisa segurá‑lo — nada de prender em lapela ou adaptar. Ele também proíbe ensaios além do take, preferindo descobrir a reação na hora porque o improviso rende os melhores momentos.
Sobre quais episódios ele prefere, Rahma disse: "The takes are like my children, so it’s hard to pick one", e que muitas vezes os melhores trechos surgem fora de contexto e improvisados.
Por que ele deixou projetos na TV e quando poderia voltar
Antes de focar integralmente no YouTube, Rahma tentou levar Keep the Meter Running para a TV a cabo; o processo de desenvolvimento travou e ele acabou desistindo do acordo. Em suas palavras, o trato com a televisão foi desgastante: "I did the whole rigmarole with television, and it was a disaster. I don’t want to wait anymore. I walked away from the deal and decided to do it independently on YouTube."
Apesar do rompimento com aquele processo, Rahma não descarta trabalhar na TV tradicional no futuro: se alguém tornar o caminho mais simples, ele diz estar aberto a colaborar — por ora, prefere a liberdade criativa e a diversão de gravar com pessoas que ele gosta.
O painel e as lembranças de bastidor mostram um criador que transformou limitação orçamentária em formato reconhecido e que hoje equilibra a validação do Emmy com a vontade de manter a espontaneidade que tornou SubwayTakes viral.
Fonte consultada: Deadline
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