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Livro de irmão de Diana acusa Charles III e provoca reação do Palácio

Charles Spencer lançou 'Canto do Cisne' no Reino Unido com acusações contra o rei Charles III e críticas a Elizabeth II; trechos publicados pelo Daily Mail levaram Buckingham a refutar relatos.

Livro de irmão de Diana acusa Charles III e provoca reação do Palácio
Foto: Victor Lopes · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons
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O irmão da princesa Diana, Charles Spencer, lançou em 22 de setembro de 2026 o livro "Canto do Cisne: Diana, a minha irmã" (Swan Song: Diana, My Sister) e voltou a colocar a família real sob fogo cruzado ao publicar memórias que incluem acusações contra o rei Charles III e relatos sobre a reação da rainha Elizabeth II à morte de Diana.

As acusações dirigidas a Charles III

Spencer afirma no livro que, após o acidente fatal de Diana em 31 de agosto de 1997, o então príncipe de Gales teria demonstrado uma postura "despreocupada e jovial" — segundo trechos divulgados — e enxergado na tragédia a chance de se casar com Camilla, hoje rainha consorte.

O autor também narra uma discussão com Charles sobre se os príncipes William e Harry deveriam participar da procissão atrás do caixão da mãe, acusando o herdeiro do trono de mostrar "desprezo" por Diana e de dizer que ela seria logo esquecida. Spencer manteve as alegações em entrevistas concedidas antes e após a publicação.

Reações da monarquia e outros relatos do livro

O Palácio de Buckingham reagiu com uma declaração incomum que questiona as memórias apresentadas por Spencer: "A dor do luto familiar pode nublar a razão, prejudicar o julgamento e distorcer as memórias." Além dessa resposta oficial, veículos citaram fontes próximas ao palácio criticando o irmão de Diana por expor a vida privada dela.

Spencer também relata que a rainha Elizabeth II reagiu inicialmente com irritação ao saber do acidente e teria dito "O que ela fez agora?"; segundo o autor, a monarca depois propôs restaurar a Alteza Real de Diana, oferta que ele diz ter rejeitado.

Memórias, imprensa e paralelos contemporâneos

Nos trechos publicados pelo Daily Mail desde 16 de setembro e em entrevistas ao Mail on Sunday e à BBC, Spencer diz ter escrito o livro por dever de testemunha e para corrigir falsidades. Ele traça paralelo entre o assédio que Diana sofreu e o tratamento dado a Harry e Meghan, e expressa preocupação com a segurança de Harry.

O livro também traz relatos sobre Mohamed Al Fayed, com Diana dizendo que não gostava dele e descrevendo episódios de comportamento inapropriado do empresário, falecido em 2023.

Com a publicação oficial em 22 de setembro, o livro provocou tanto refutações do palácio quanto reação da imprensa, e mantém o debate sobre os bastidores da família real vivo nas manchetes.

Comentário da equipe JC Agora

Memórias familiares com detalhes íntimos tendem a reacender narrativas públicas e a polarizar opiniões: o novo livro de Charles Spencer mostra como relatos pessoais podem forçar respostas institucionais e reabrir debates sobre memória, responsabilidade e o papel da imprensa na imagem de figuras públicas.

Fontes consultadas

  • G1 Pop & Arte

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