O produtor executivo Jonathan Neves (conhecido como JJ) declarou que Fiuk "não investiu um único real" no filme Descontrole e afirmou que a participação do cantor chegou a custar cerca de R$150 mil.
Segundo Neves, esses gastos incluíram itens como guinchos, hospedagem, alimentação e até o uso de um Porsche 911; o longa, porém, nunca foi lançado.
Patrocinadores rejeitaram o nome e roteiro foi alterado para atrair investimento
Na tentativa de captar recursos, Neves diz ter percebido resistência de marcas ao associar o projeto ao nome de Fiuk. Ele contou que, em negociações, potenciais patrocinadores chegaram a recusar a participação do artista e exigir mudanças no elenco.
Ainda segundo o produtor, o roteiro inicial apresentado por Fiuk precisou ser modificado para um formato mais policial e de ação — descrito por Neves como algo no tom de “Bad Boys” — antes de conseguir investidores para um projeto-piloto.
O produtor rebate a versão de prejuízo de Fiuk
Questionado sobre a afirmação de Fiuk de que teria perdido dinheiro investindo no filme, Neves foi direto: "Não investiu um único real", afirmou, também dizendo que, na prática, a presença do artista teria gerado custos à produção.
De acordo com Neves, os investidores que colocaram dinheiro no projeto foram reembolsados ou estão tendo sua participação negociada em outros filmes.
Diretor diz que projeto foi encerrado; Fiuk afirma que virou outra produção
O diretor André Luís informou que o projeto de Descontrole foi encerrado há mais de um ano e que sua produtora está finalizando outro filme de ação chamado Asfalto. Fiuk, por sua vez, afirma que Asfalto é o mesmo projeto e que seguiu sem sua participação.
O cantor disse anteriormente ao g1 que dedicou anos ao desenvolvimento do projeto, que deixou a produção sem assinar contrato e que teria sofrido prejuízos — sem detalhar valores. Em entrevista, Fiuk também afirmou estar disposto a vender bens pessoais para viabilizar um novo longa, chamado "Espírito Máquina", que, segundo sua equipe, começará do zero com estrutura jurídica mais transparente.
O g1 procurou a equipe de Fiuk para comentar as novas declarações do produtor, mas não recebeu resposta até a última atualização da reportagem.
O que já foi filmado
As gravações chegaram a começar em novembro de 2024, em Balneário Camboriú, com sequência inicial que, segundo reportagens da época, teria mais de 50 carros, um helicóptero e cerca de 100 pessoas, com custo estimado em mais de R$700 mil apenas para essa cena.
Meses depois, em maio de 2025, outra sequência foi rodada no Centro de Campinas, mobilizando cerca de 100 carros e 150 figurantes, conforme informações divulgadas durante a produção.
Mesmo com cenas gravadas e orçamento anunciado inicialmente superior a R$20 milhões, o filme não foi lançado e as versões entre produtor, diretor e Fiuk permanecem em disputa pública, ao menos nas declarações divulgadas até agora.
Comentário da equipe JC Agora
A troca de versões expõe um ponto frequente em projetos de celebridade: o nome famoso nem sempre facilita captação — e pode até afastar patrocinadores. O caso também mostra que, mesmo com cenas gravadas, diferenças sobre autoria e contratos arrastam projetos e forçam reinvenções, como o novo plano anunciado por Fiuk.
Fonte consultada: G1 Pop & Arte
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