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TikTok aceita pagar US$400 milhões para encerrar ação por privacidade infantil

Departamento de Justiça anuncia que TikTok e ByteDance concordaram em pagar US$400 milhões para encerrar ação por violação das leis de privacidade infantil nos EUA.

TikTok aceita pagar US$400 milhões para encerrar ação por privacidade infantil
Foto: CanalGov · CC BY 4.0 · Wikimedia Commons
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O Departamento de Justiça anunciou ontem que TikTok e sua controladora ByteDance concordaram em pagar US$400 milhões para encerrar uma ação sobre supostas violações das leis de privacidade infantil.

O valor entra para uma das maiores recuperações já obtidas sob o Children's Online Privacy Protection Act (COPPA) e, segundo o acordo, a empresa poderá arquivar as acusações iniciais sem admitir culpa.

As acusações que motivaram a ação

A ação original, movida durante a gestão do governo Biden, acusava a plataforma de realizar “invasões de privacidade em escala massiva” e de repetidas falhas em atender aos pedidos de pais para excluir contas e informações de crianças.

O Departamento de Justiça classifica a resolução como uma vitória para a proteção infantil online e destacou que o acordo garante uma recuperação substancial em favor das famílias.

O que o acordo muda na prática

Além do pagamento, o acordo permite que TikTok afaste as acusações previstas na petição inicial e evite litígios futuros relacionados a esse processo; a empresa não fará admissão de irregularidade.

A própria nota do DOJ observa que o TikTok passou por mudanças relevantes na propriedade, na gestão e nas práticas de privacidade e compliance, contexto que ajudou a moldar a resolução. O anúncio também chega após litígios anteriores que chegaram a colocar a plataforma sob ameaça de banimento e forçaram uma reestruturação corporativa.

Analistas citados na cobertura original apontam que, para uma plataforma que gera bilhões em receita publicitária, o montante acordado pode ser visto como um custo de encerramento de um capítulo jurídico importante.

Na versão final do acordo, o Departamento de Justiça defende que o resultado reforça proteções esperadas por famílias, enquanto a empresa obtém o fim da disputa sem admitir culpa.

Comentário da equipe JC Agora

O desfecho mostra como grandes plataformas podem converter risco jurídico em acordo financeiro sem confissão de culpa, enquanto autoridades vendem uma vitória simbólica. Vale acompanhar se as mudanças internas apontadas pelo DOJ se traduzirão em proteção real às crianças nas práticas do aplicativo.

Fonte consultada: Mashable

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