O Uber lançou um recurso de streaming ao vivo para contas de adolescentes nos Estados Unidos: pais ou responsáveis vinculados poderão assistir à transmissão feita pela câmera frontal (selfie) do motorista durante a corrida.
A empresa informou que o recurso já está ativo em nove mercados — incluindo Atlanta, Cleveland e Rhode Island — e que o serviço será liberado para todo o país nas próximas semanas. A novidade amplia as ferramentas voltadas a contas de adolescentes, lançadas pela plataforma em 2023.
Como funciona a transmissão ao vivo
Segundo o Uber, a transmissão usa a câmera selfie do motorista. Quando a corrida começa, a conta do pai ou responsável recebe uma notificação se o streaming estiver disponível; caso o responsável opte por assistir, tanto o motorista quanto o adolescente são avisados.
- Somente contas de pais ou responsáveis vinculadas à conta do adolescente podem acessar o streaming.
- Não há opção de exclusão para outras pessoas que estejam no carro — elas poderão aparecer no vídeo se estiverem no campo de visão da câmera.
- Ao fim da corrida, ninguém (motorista, adolescente ou responsável) tem mais acesso ao vídeo.
Criptografia e dúvidas técnicas
O Uber afirmou que o vídeo é "encrypted", mas não deixou claro se a proteção é do tipo end-to-end, o que implicaria que nem mesmo a própria empresa teria acesso às gravações. Um porta-voz da empresa não respondeu quando questionado sobre esse ponto pela reportagem do TechCrunch.
O recurso faz parte da expansão das contas de adolescente: o Uber estreou essa opção nos EUA em 2023 e, desde então, ampliou para mais de 50 países, segundo a companhia.
Nos próximos dias, a empresa deve concluir a distribuição do recurso para todo o território norte-americano, conforme o cronograma divulgado.
Comentário da equipe JC Agora
A novidade mostra a tensão entre segurança parental e privacidade: oferece controle em tempo real aos responsáveis, mas introduz exposição de terceiros no mesmo carro e deixa em aberto detalhes técnicos sobre quem realmente pode acessar os dados após a viagem.
Fontes consultadas
- TechCrunch
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