Ananda, 23, estreia no palco Supernova do Rock in Rio em 11 de setembro e deixa claro seu posicionamento artístico: "Eu não faço música que dá para fazer dancinha".
Da internet aos palcos grandes
Filha do percussionista e produtor Tom Morais e neta do percussionista Bola Morais, Ananda cresceu cercada por música e começou a divulgar covers aos 12 anos, na época do Musical.ly.
Seu primeiro lançamento de destaque foi "Portugal", com Kawe, quando tinha 16 anos; a faixa ultrapassou 60 milhões de reproduções no Spotify. Em março de 2023 saiu o EP "Todas pra você que me fez sofrer" e, em 2024, o álbum "Cosmos". O lançamento mais recente foi "te traindo com você", em agosto de 2026.
Posicionamento sobre viralidade e formatos
Embora reconheça a força dos virais — que facilitam a circulação e o engajamento — Ananda afirma que não compõe pensando em coreografias ou trends. Ela disse que esse estilo doeu para sua música, porque dificulta a criação de conteúdo pelos fãs.
Ao mesmo tempo, a cantora mostra confiança na trajetória orgânica das suas canções: prefere priorizar histórias e letras que expressem amadurecimento, vulnerabilidade e saúde mental, sem se prender a um só gênero.
O show no Rock in Rio e o repertório
Ananda se apresenta no dia 11 de setembro, por volta das 18h, no palco Supernova, em um line-up formado exclusivamente por mulheres (Muse Maya, Isa Buzzi, NandaTsunami e ela).
Para o festival, ela montou um set com músicas já conhecidas do público, ao lado de duas faixas mais novas — incluindo o single recente e uma inédita ligada a um projeto que ela está trazendo. O formato do show terá banda completa: bateria, baixo, guitarra e teclados.
Nas redes, Ananda reúne grande público: cerca de 9,4 milhões de seguidores no TikTok, 7,1 milhões no Instagram e, no Spotify, 1,2 milhão de ouvintes mensais, com concentração em São Paulo. Ela diz que, independentemente do tamanho da plateia, quer que as pessoas parem, escutem e lembrem das músicas.
No palco do Rock in Rio, a expectativa de Ananda é mostrar esse repertório autoral e aproveitar a experiência do festival para apresentar a música nova ao vivo.
Comentário da equipe JC Agora
A presença de Ananda no Supernova mostra como artistas surgidos nas redes ocupam espaços tradicionais sem abrir mão de uma estética própria. A declaração contra composições pensadas para dancinhas revela o embate atual entre autenticidade musical e a lógica do algoritmo.
Fontes consultadas
- G1 Pop & Arte
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