A NASA e o Observatório de Raios X Chandra lançaram hoje uma galeria com 16 imagens que mostram galáxias sob uma luz diferente: os dados em raios X expõem jatos, ventos e halos superquentes que acidentes visíveis não revelam.
A coleção reúne imagens de diversos tipos — espirais, elípticas e irregulares — e combina décadas de observações do Chandra com dados do James Webb, do Hubble, do IXPE, do Swift, do NuSTAR e de telescópios em terra.
Como Chandra revela o lado quente e energético das galáxias
Os raios X mapeiam gás aquecido a milhões de graus por ventos de estrelas massivas, explosões e saídas de buracos negros. É esse componente invisível em luz óptica que mostra a energia extrema atuando no espaço galáctico.
Combinados a imagens em outras faixas, os registros do Chandra ajudam a entender onde se formam pares energéticos, restos de supernovas e como materiais pesados, essenciais para a vida na Terra, são espalhados pelo universo.
Colisões e estruturas estranhas: galáxias em transformação
A galeria destaca casos dramáticos, como Arp 143, cuja interação cria um anel em expansão e desencadeia ondas de formação estelar. Fusões violentas como NGC 3256 e o ofuscado II Zw 096 mostram caos parecido com o do universo primitivo.
Outros exemplos incluem NGC 4725 (formação estelar provocada por colisão), NGC 660 (anel polar raro) e Messier 90, que perde gás ao atravessar o aglomerado de Virgem — sinais visíveis de transformações que moldam o futuro das galáxias.
Buracos negros e jatos que redesenham as galáxias
Algumas imagens enfatizam a força dos núcleos ativos: Centaurus A exibe um jato de partículas que se estende por dezenas de milhares de anos-luz, enquanto em Messier 106 jatos do buraco negro aquecem o gás e alteram a estrutura em espiral.
O icônico Sombrero (Messier 104) aparece com um grande bojo estelar e um halo de gás quente e remanescentes estelares mapeados por Chandra, evidenciando o papel central dos buracos negros na vida galáctica.
A galeria contém 16 imagens reunidas a partir de dados coletados ao longo de décadas pelo Chandra e integrados com observações do Webb, Hubble, IXPE, Neil Gehrels Swift Observatory, NuSTAR e outros instrumentos, oferecendo um panorama mais completo de como galáxias vivem, interagem e evoluem.
Comentário da equipe JC Agora
A nova galeria mostra por que observar em raios X muda nossa percepção das galáxias: ela revela processos energéticos e estruturas que a luz visível não mostra. O trabalho conjunto entre Chandra, Webb, Hubble e outros telescópios evidencia como a astronomia multi‑faixa é essencial para entender a evolução galáctica.
Fontes consultadas
- Phys.org
- NASA Science
- NASA Science
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