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Em Valoria la Buena, voluntários transformaram eclipse em transmissão à NASA

O autor acompanhou o eclipse total de 12 de agosto em Valoria la Buena, na Espanha, com uma equipe de voluntários do DEB que capturou a coroa solar e transmitiu imagens à NASA.

Em Valoria la Buena, voluntários transformaram eclipse em transmissão à NASA
Foto: Fernando Losada Rodríguez · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons
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O eclipse total de 12 de agosto foi visto de perto em Valoria la Buena, um pequeno pueblo no centro da Espanha, onde uma equipe de voluntários do Dynamic Eclipse Broadcast (DEB) captou dados da coroa solar e enviou um feed ao vivo para uma transmissão da NASA.

O autor, que nunca havia presenciado totalidade, descreve o momento como um "sol negro" abrindo uma falsa penumbra — experiência vivida por cerca de 1 minuto e 37 segundos de totalidade.

O local e a equipe que levou ciência para a praça

O DEB é uma iniciativa voluntária orientada por astrônomos da Southern Illinois University e, quando possível, recebeu parte de financiamento da NASA Science Mission Directorate e da National Science Foundation.

No local, o time era misto: o líder Charles Greenwald, voluntários do México e da Espanha, estudantes universitários e dois colegiais locais. Familiares e moradores forneceram apoio prático, incluindo acesso à internet da casa onde o grupo se instalou.

O minuto e 37 segundos que definiram a viagem

Com o Sol baixo no horizonte — a menos de 10 graus — a última fase antes da totalidade trouxe o efeito de anel de diamante que anunciou o apagamento final. Durante a obscuridade breve, a atmosfera solar se projetou atrás da Lua e planetas como Vênus ficaram visíveis.

O autor registrou a cena com uma Fujifilm X-T5 e uma lente XF 70-300 mm, usando um filtro solar da Celestron para as imagens prévias. Durante a totalidade foi possível observar uma proeminência brilhante à esquerda do disco lunar.

Bastidores: improviso técnico, fé local e festa na rua

Nem tudo foi perfeito: um ventilador do computador responsável pelo controle do telescópio falhou no calor da estação. A solução da equipe foi improvisar um dissipador com toalhas congeladas e um sistema de refrigeração caseiro para proteger o equipamento.

Na véspera houve ainda uma Missa especial na igreja de 250 anos do pueblo, organizada por um padre local, e no dia do eclipse metade da vila saiu às ruas para ver o fenômeno. O relato enfatiza o caráter comunitário do evento e a mistura entre ciência, tradição e curiosidade.

Enquanto Charles e o DEB enviavam imagens para a equipe em León, 147 km a noroeste, moradores e voluntários comemoraram o sucesso técnico e humano do projeto. A experiência terminou em conversas, café e rum, e a certeza de que aquela totalidade foi irrepetível — única em céu, corona e companhia.

Comentário da equipe JC Agora

A cobertura mostra como eclipses ainda geram encontros entre ciência e comunidade: voluntários, estudantes e moradores se uniram para transformar um fenômeno astronômico em pesquisa e festa local, com improvisos técnicos que garantiram a transmissão à NASA.

Fontes consultadas

  • Space.com

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