Mohamed Ramadan, maior popstar do Oriente Médio, subiu ao Palco Global Village do Rock in Rio em 6 de setembro e deixou claro que mira longe: "Por que não?", disse ao ser questionado sobre a ambição de ser maior que Michael Jackson.
O show teve clima de espetáculo — bailarinas, óculos escuros e postura de astro — mas também um contraste visível com os palcos principais: enquanto Nelly atraía multidão no Palco Mundo, Ramadan reuniu algumas dezenas de pessoas na sua apresentação.
Performance e reação do público
No palco, Ramadan misturou pop árabe e batidas que ele próprio comparou à vibe do funk, interagindo com a plateia, chamando algumas mulheres de "habibi" ("meu bem") e convidando o brasileiro MC Nito para cantar a parceria "Boom", descrita como um cruzamento entre funk, pop e música árabe.
Mesmo diante do público menor, o artista manteve a postura confiante e disse confiar na aceitação do Brasil: afirmou que seus colegas brasileiros já curtem suas músicas e que o público brasileiro também vai amar.
Da atuação ao topo do pop árabe
Antes de investir na música, Ramadan se destacou como ator no Egito, protagonizando filmes de ação que o levaram a se tornar um dos atores mais bem pagos do continente africano. Celebrado por nomes do cinema local, ele depois lançou-se na música no fim dos anos 2010 e emplacou sucessos como "Ya Habibi" e "Bum Bum".
Suas canções quebraram recordes no Egito e no Oriente Médio, o que alimenta a ambição do artista de transcender mercados regionais e alcançar um público global.
Conexões com o Brasil e parcerias anunciadas
Na passagem pelo Brasil, Ramadan misturou profissão e turismo: assistiu a um jogo do Flamengo, jogou bola com o produtor Papatinho e disse querer construir uma ponte cultural entre Egito e Brasil. Ele também posou com o atacante Mohamed Salah e compôs uma música para a Copa do Egito, segundo sua narrativa.
Como próximo passo concreto, o cantor adiantou que há um projeto em andamento com a cantora Luísa Sonza — uma colaboração que reforça a estratégia de se aproximar do mercado latino-americano.
Ramadan deixou o Rock in Rio com a promessa de que o público ainda ouvirá muito seu nome, mantendo a mesma ambição que guia sua transição de astro regional para um artista com pretensões globais.
Comentário da equipe JC Agora
A presença de Mohamed Ramadan no Rock in Rio revela a estratégia de artistas não-ocidentais que usam parcerias e fusões de gênero para conquistar mercados globais; o contraste entre espetáculo e público mostra que ambição e adaptação ao novo público caminham juntas.
Fontes consultadas
- G1 Pop & Arte
Ainda não há avaliações aprovadas.