Em 22 de setembro de 1985, Barry Bremen — já famoso por entrar em jogos e eventos fingindo ser profissional — correu ao palco do 37º Primetime Emmy e aceitou a estatueta anunciada para Betty Thomas antes que a atriz chegasse ao microfone.
O gesto, filmado e contado após o evento, virou um dos episódios mais lembrados da noite: Bremen foi detido na saída, passou algumas horas na cadeia e acabou processado por atrapalhar a cerimônia.
Como Barry Bremen chegou ao palco do Emmy de 1985
Naquela época Bremen já era conhecido no circuito esportivo como "The Great Imposter" por invadir treinos e partidas — do NBA All-Star ao World Series — usando uniformes e confiança para se misturar aos profissionais.
Sem credenciais, ele disse à imprensa que ligou para a ABC fingindo que estava em Los Angeles para fazer uma reportagem e pagou US$300 por um ingresso; ao sentar-se na terceira fila, percebeu que a oportunidade aguardava.
Quando Peter Graves anunciou o nome de Betty Thomas como vencedora, Bremen saltou para o palco, recebeu a estatueta e falou, já improvisando: que Thomas não pôde estar presente e pediu que ele aceitasse o prêmio por ela. Depois ele citou um amigo e colaborador, Dick Schaap, em sua fala.
Prisão, consequência legal e legado
Nos bastidores, o produtor do Emmy Alexander Cohen tentou segurá‑lo até a chegada da polícia; Bremen foi levado preso e liberado horas depois mediante fiança. A acusação inicial por furto foi reavaliada: o troféu foi avaliado em US$135, o caso foi reduzido e Bremen acabou fazendo acordo, aceitando multa e seis meses de condicional.
Betty Thomas conseguiu seu momento de fala após o intervalo comercial e tentou lidar com o incidente com humor, embora tenha deixado claro publicamente que queria encerrar o assunto. Bremen disse depois que se arrependeu por ter roubado o brilho daquela vitória.
O episódio também marcou um ponto de virada na carreira de Bremen: a família decidiu que os riscos não valiam mais a pena e ele diminuiu as aparições públicas. Sua história permaneceu viva em documentários e relatos, e circula como um exemplo curioso da era pré‑segurança rígida em grandes eventos.
Mais tarde, Bremen morreu em 2011, aos 64 anos, deixando a impressão de um personagem que, entre audácia e arrependimento, virou folclore das premiações.
Comentário da equipe JC Agora
O caso de Barry Bremen virou folclore porque mistura ousadia, oportunismo e a cultura das premiações dos anos 1980, antes do endurecimento da segurança. A história mostra como a fama pode nascer tanto do talento quanto da audácia de aparecer — e como um único ato pode roubar o brilho de outra pessoa, alterando legados e lembranças.
Fontes consultadas
- Deadline
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