O CEO da Netflix, Ted Sarandos, admitiu que "nada nos dados" poderia prever o tamanho do fenômeno Squid Game, que estreou na plataforma em setembro de 2021 e somou 111 milhões de espectadores em menos de quatro semanas.
Segundo Sarandos, o caso mostra que decisões criativas exigem um salto de fé além das métricas — mesmo numa empresa movida por dados. Enquanto a Netflix tem relatado preocupações com queda nas taxas de retenção, Squid Game se destacou como exceção.
Da estreia ao Emmy: a prova de alcance global
A primeira temporada de Squid Game não só explodiu em audiência como também elevou a carreira do protagonista Lee Jung-jae: ele se tornou o primeiro astro asiático a receber o Emmy de Melhor Ator em Série Dramática, segundo a reportagem.
O alcance do título não terminou ali. A própria franquia continuou a bater recordes: a terceira temporada registrou 60,1 milhões de espectadores nos primeiros três dias após o lançamento, marca apontada como novo recorde para a Netflix.
Spin-off americano com David Fincher foi abandonado; reality segue ativo
Depois do sucesso, a Netflix chegou a considerar um spin-off americano de Squid Game, que em 2024 teria sido anunciado com David Fincher na direção e Dennis Kelly no roteiro, de acordo com a imprensa.
No entanto, fontes próximas a Fincher disseram ao The Playlist, no início de agosto de 2026, que esse projeto foi descartado. Teorias sobre uma participação surpresa de Cate Blanchett ligando ao spin-off também foram posteriormente desacreditadas.
O criador Hwang Dong-hyuk, que chegou a se manifestar favoravelmente à ideia de outros criadores explorarem o universo da série, viu parte do legado seguir por outra via: a Netflix manteve a aposta no formato com Squid Game: The Challenge, um reality show que já foi renovado para a terceira temporada.
Para a Netflix, o caso Squid Game ilustra dois caminhos paralelos: riscos criativos que podem se virar em mega‑sucessos e derivados que nem sempre saem do papel — ao mesmo tempo em que formatos como o reality continuam a capitalizar a marca.
Comentário da equipe JC Agora
O caso Squid Game mostra os limites da matemática na criação de entretenimento: métricas ajudam, mas não substituem a aposta em histórias originais. O sucesso global da série reforça que títulos não-ingleses podem virar eventos mundiais, enquanto derivados e reality shows disputam transformar esse alcance em produto contínuo.
Fontes consultadas
- TVLine
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