Dois senadores deram prazo ao TikTok para explicar um experimento que teria retirado uma proteção do algoritmo para milhões de usuários nos EUA — entre eles um adolescente que mais tarde morreu por suicídio.
Marsha Blackburn (R-TN) e Richard Blumenthal (D-CT) enviaram uma carta ao CEO Shou Chew e a Adam Presser, chefe da operação americana, exigindo respostas e documentos sobre a experiência.
Como foi o experimento e quem foi afetado
Relatos indicam que a rede social desativou uma salvaguarda algorítmica projetada para evitar que usuários fossem inundados por conteúdo nocivo. A empresa teria removido essa proteção para cerca de 10% dos usuários nos EUA — algo em torno de 15 milhões de pessoas — formando um grupo de controle para testar o impacto na retenção.
O caso do adolescente incluído no grupo de controle
Entre as pessoas no grupo de controle estava Chase Nasca, de 16 anos; segundo o relatório citado, o algoritmo dele passou a alimentar milhares de vídeos sobre tristeza, suicídio e solidão antes do jovem morrer por suicídio.
As perguntas dos senadores e o prazo
Blackburn e Blumenthal definiram 13 perguntas a serem respondidas, pedindo nomes de funcionários que souberam do experimento e explicações sobre por que menores de idade foram incluídos no grupo de controle. Também solicitaram uma lista de todos os experimentos algorítmicos nos EUA em que uma proteção foi desativada ou atrasada.
Na carta, os senadores qualificaram a decisão da empresa como "depraved." O Congresso deu ao TikTok até 1º de setembro para responder; a empresa não reagiu de imediato ao pedido de comentário feito ao veículo que reportou o caso.
Comentário da equipe JC Agora
A pressão no Congresso destaca o debate sobre testes internos de plataformas que afetam saúde mental e menores; a demanda por nomes e documentação revela a busca por responsabilidade e transparência sobre como algoritmos são experimentados em massa.
Fonte consultada: TechCrunch
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