Diogo Defante fecha o palco Supernova do Rock in Rio na sexta (4), por volta das 20h10, com um show inspirado no single "Humanoide" que promete interação com um robô, telão e figurinos futuristas.
O criador de conteúdo — conhecido pelo quadro Repórter Doidão e com mais de 5 milhões de seguidores no Instagram — chega ao que ele chama de maior apresentação da carreira trazendo a música como espaço de prazer, não só de obrigação.
Da bateria em Realengo ao sucesso nas redes
Diogo começou a tocar bateria aos 13 anos em Realengo (RJ) e formou a banda Let’s Go, que durou nove anos e chegou a morar em São Paulo por um ano e meio na tentativa de viver da música.
Quando o projeto autoral não deu certo ele migrou para a internet: trabalhou no projeto Canal Foco na Paramaker e teve contato com Felipe Neto; depois criou seu próprio canal e viu o personagem Repórter Doidão viralizar após alguns cortes chegarem ao público.
Turnê, repertório e a volta definitiva à música
Depois de lives na pandemia e um primeiro trabalho que chegou a lotar o Circo Voador em dia de chuva, Defante lançou o EP "Robson" (2023) e o álbum "Tífane" (2024). Hoje ele afirma que a música não é plano B: "A música é a minha válvula de escape, minha terapia."
Seu som mistura rock, punk e referências do manguebeat, com letras que flertam com o nonsense. No repertório há ainda covers e homenagens que vão de Perlla a Reginaldo Rossi, além de referências de humor como Hermes e Renato e Mamonas Assassinas.
Rock in Rio: espetáculo futurista e um robô em cena
Para o show no Supernova, Defante trabalhou uma temática inspirada em inteligência artificial: o single "Humanoide" já ganhou clipe e serviu de base para a direção do espetáculo, que inclui um telão com possível "invasão cibernética" e figurinos uniformizados para a banda.
Ele também detalhou a produção: iluminação pensada em conjunto com o iluminador, ensaios com a banda e a ideia de uma entrada triunfal de um robô humanoide para interagir com o público — estratégia pensada para apresentar seu projeto musical a quem ainda o conhece apenas como criador digital.
Além da expectativa pelo próprio show, ele disse que quer assistir a atrações do festival, citando o Foo Fighters, e pretende levar o pai para viver a experiência no palco que considera o maior até hoje.
No relato ao g1, Defante também falou de um período de saúde difícil: ele teve uma ptose palpebral causada por um tumor benigno e passou por cirurgia para correção, episódio que integrou sua trajetória recente.
Comentário da equipe JC Agora
A transição de criadores digitais para palcos consagrados revela como a internet virou rampa de lançamento para projetos artísticos reais. No caso de Defante, a mistura de galhofa, rock e estética futurista transforma o show em peça performática, usando o Rock in Rio para apresentar um trabalho musical que vem sendo construído desde a pandemia.
Fontes consultadas
- G1 Pop & Arte
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