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Morre Peter Max, ícone psicodélico do 'flower power', aos 88 anos

Peter Max, artista símbolo do movimento 'flower power' e autor de obras coloridas que viraram cultura pop, morreu aos 88 anos; o filho informou que ele sofria de demência avançada.

Morre Peter Max, ícone psicodélico do 'flower power', aos 88 anos
Foto: Peter Max · Public domain · Wikimedia Commons
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O artista Peter Max, conhecido por suas cores vibrantes e por personificar a estética psicodélica do movimento "flower power", morreu aos 88 anos, informou o filho em comunicado. A causa da morte não foi divulgada; a família disse que ele sofria de demência em estágio avançado.

Max transformou seu traço em ubiquidade: pôsteres, capas, produtos e murais dominaram quartos de estudantes e vitrines desde o fim dos anos 1960. Seu trabalho atravessou décadas e estampou desde aviões e navios até eventos esportivos de grande porte.

Do 'flower power' a capas, aviões e estátuas

Os desenhos espirais e as paletas em turquesa, laranja e verde neon tornaram-se sinônimos de um otimismo visual dos anos 60 e 70. Peter Max foi artista oficial de eventos como os Jogos Olímpicos, o Super Bowl, as 500 Milhas de Indianápolis, a Copa do Mundo e a Série Mundial.

Sua arte também virou parte do cotidiano: estampou um Boeing 777 e um navio da Norwegian Cruise Line, além de capas para publicações e produtos de consumo em larga escala. Max chegou a criar capas para as Páginas Amarelas de Manhattan e foi capa da revista Life em 1969.

Origens, formação e passos na arte

Nascido Peter Max Finkelstein em 1937, ele era filho de uma família judia em Berlim que fugiu da Alemanha nazista para Xangai ainda quando ele era bebê. A família viveu no Tibete, em Israel e em Paris antes de se estabelecer em Nova York quando ele tinha 16 anos.

Em Nova York, Max estudou na Art Students League, na School of Visual Arts e no Pratt Institute. Em 1961 abriu um estúdio de design gráfico que logo o levou ao sucesso comercial e à presença massiva na cultura pop.

No início da década de 1970 ele parou temporariamente as atividades comerciais para se dedicar novamente à pintura; um dos projetos posteriores mais conhecidos foi a série de retratos da Estátua da Liberdade, feita a convite da primeira-dama Nancy Reagan em 1981.

Controvérsias e família nos últimos anos

A carreira de Max incluiu episódios controversos. Em 1997 ele se declarou culpado de fraude fiscal após a Receita Federal afirmar que havia ocultado mais de US$ 1 milhão; acabou autorizado a cumprir a pena em regime de trabalho externo, pagou impostos atrasados, multa de US$ 30.000 e realizou 800 horas de serviço comunitário ensinando arte no Harlem.

Em 2015, disputas familiares públicas envolveram sua segunda esposa, Mary Max, e o filho Adam, com alegações mútuas sobre finanças e controle. Relatos à época descreviam Max como frágil em audiências. Em 2019, Mary Max morreu por suicídio, duas semanas depois de reportagem do The New York Times sobre as batalhas judiciais em torno da obra do artista.

O filho Adam Max, no comunicado anunciando a morte, pediu que se lembre a "extraordinária criatividade" do pai e afirmou que a arte de Peter Max se tornou parte da cultura americana. Ele deixa, além de Adam, uma filha, Libra Astro.

Comentário da equipe JC Agora

Peter Max virou rosto e produto de uma era: sua estética alegre entrou em casas, eventos e objetos cotidianos, tornando o otimismo visual dos anos 60 parte duradoura da cultura pop. O contraste entre essa ubiquidade colorida e as disputas pessoais e a demência no fim da vida é parte importante do legado a ser lembrado.

Fontes consultadas

  • G1 Pop & Arte
  • NYT Arts

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